28/06/2022

Saiba mais sobre BDSM nessa entrevista com a Mistress Mahara

 
 
Quem aqui já ouviu falar de BDSM?
 
A gente sabe que a maioria do nosso público é formado por pessoas ousadas. Pessoas que praticam danças ousadas - como o Pole Dance, pessoas que se vestem de forma ousada - como os Góticos,  e também pessoas que ousam aceitar seus Fetiches, que muitas vezes são representados por nossos saltos altos e  lindíssimos.
 
Independente do seu estilo, ou da forma que você “dá o PLAY” na sua vida, o fetiche é algo que todo mundo tem. Uns são mais discretos, outros mais aparentes. Mas apostamos que todo mundo aqui tem uma pontinha de curiosidade sobre o mundo secreto fetichista dos participantes do “tal” BDSM.
 
Para facilitar a sua vida e abrir um pouco desse mundo pra vocês, nós convidamos a lindíssima Mistress Mahara, super expert no assunto, para dar uma introdução neste tema pra gente e falar um pouco mais sobre como os sapatos entram nessa história.
 
 
Vejam a nossa entrevista com ela:
 
 
1. Fale um pouco sobre quem é a Mistress Mahara e sua relação com o BDSM.
 
MM: O BDSM já se fazia presente na minha vida, mesmo antes de eu descobrir que existia tal comunidade. E assim como acontece com a maioria das pessoas que conhecem o BDSM, fiz a descoberta deste novo universo, através de um grande amigo que já praticava.
 
Tive o privilégio de receber instruções valiosíssimas sobre como eu poderia me desenvolver no BDSM, numa época em que as informações ainda eram bastante difíceis de serem encontradas, e a maioria dos praticantes sequer mostravam o rosto na internet.
 
Após alguns anos de estudos e experiências na prática, decidi preencher a lacuna existente aqui no Brasil e passei a desenvolver um material autoral e educativo sobre BDSM e fetichismo, que poderia facilitar a vida das pessoas que estavam começando, além das pessoas que já praticavam, mas gostariam de desenvolver melhor.
 
Com o alcance através de grandes mídias e parcerias com marcas de interesse do meu público, passei a aumentar ainda mais o espaço que represento, e passei a abordar temas como moda, comportamento, auto estima, e poder pessoal também.
 
Mas de forma resumida, o que lá no início foi apenas uma porta para o meu auto conhecimento, hoje já faz parte de um propósito maior onde ajudo pessoas, quebro tabus, e causo transformações reais na vida das pessoas.
 
Meu trabalho consiste em criar conteúdos educativos, ministrar cursos e palestras, exercer influência através da indicação de marcas e produtos, além do trabalho como modelo, através das minhas produções audiovisuais com as peças de moda do meu acervo.
 
 
2. O que é o BDSM?
 
MM: O BDSM trata-se de uma comunidade que fala basicamente sobre a expansão de novas percepções de prazer, para além daquilo que é considerado como convencional.
 
Dentro do BDSM nós possuímos regras e técnicas de segurança para realizar as práticas, e também para obtermos experiências positivas.
 
A sigla BDSM significa: Bondage, Dominação e Disciplina, Submissão e Sadismo, e Masoquismo.
 
E ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o Sadomasoquismo trata-se apenas de uma opção para os praticantes de BDSM. Ou seja, nem todos os praticantes se identificam com práticas que envolvem dor, e o BDSM possui inúmeras outras formas de explorar novas percepções de prazer.
 
A nossa premissa fixa é o SSC, o que significa que todas as dinâmicas acontecem de forma Sã, Segura e Consensual.
 
 
3. Existe diferença entre Fetiche e BDSM?
 
MM: Sim! Pois o fetiche em si é a prática de alguma fantasia.
 
Então todo praticante de BDSM possui fetiches (afinal, as dinâmicas acontecem através de personagens figurativos), mas nem toda pessoa fetichista se identifica com o BDSM, e a hierarquia de poder que acontece neste meio.
 
 
4. Como o BDSM aparece no dia a dia das pessoas?
 
MM: O BDSM aparece através de desejos latentes, que tanto podem falar sobre uma pessoa que possui a necessidade de servir como guia para outras, quanto também sobre pessoas que utilizam a submissão como uma forma de escape, afim de se livrarem do peso das decisões cotidianas.
 
O BDSM também aparece nas brincadeiras íntimas de casais onde tapinhas, arranhões e puxões de cabelo são um estímulo na hora H, além de aparecer cada vez mais nas grandes mídias, nas grandes passarelas, e na forma de se vestir das pessoas.
 
 
5. A prática do BDSM serve para todos os sexos e relações conjugais?
 
MM: O BDSM serve para pessoas que desejam expandir suas percepções de prazer, que desejam explorar o auto conhecimento, e que desejam se desenvolver mais em várias esferas da vida.
 
 
6. Que tipo de sapato uma Mistress ou uma Submissa deve usar?
 
MM: Hoje em dia não existe uma verdade absoluta para os tipos de sapatos que dominantes e submissas podem vestir. Existe uma liturgia (que é uma especie de comportamento formalizado entre dominantes e submissos), que fala sobre sapatos e comportamentos adequados a cada posição no BDSM. 
 
Mas assim como outros conceitos neste meio, a liturgia não é uma regra geral, e resume-se apenas como uma opção para os praticantes que se identificam mais, ou menos com regras formalizadas.
 
Os sapatos mais íngremes como os scarpins e a ballet boots por exemplo, tanto servem para afirmar a postura ereta de uma dominante, quanto também podem servir como objeto desafiador (e de tortura pela dificuldade de vestir) para as submissas.
 
 
7. Você que conhece bem o mundo fetichista, é comum as pessoas terem fetiche pelo sapato, ou pelo salto alto, sem necessariamente ser um praticante do BDSM?
 
MM: Toda pessoa praticante do BDSM possui fetiches. Afinal, os personagens dentro de um jogo são figurativos. Porém nem toda pessoa fetichista, se identifica, e curte a dinâmica hierárquica que acontece no BDSM.
 
Sobre o fetiche por sapatos, é super comum que as pessoas tenham esses fetiches, ou fetiches com qualquer outro tipo de acessório. Até porque o fetichismo consiste na busca por uma sensação (poder, acolhimento, adrenalina, etc), através de um objeto, parte do corpo, ou situação específica.
 
Aliás, o fetiche por sapatos pode envolver não apenas a estética como também a textura do material, o cheiro, a sensação física que proporciona, e assim por diante. 
 
Um salto alto normalmente é um símbolo de poder, status, postura e elegância.
 
 
8. Indica algum filme e páginas de redes sociais para quem quiser começar a conhecer?
 
MM: Existe a minha página @mistress.ensina, que é recheada de conteúdos educativos e facilitadores para quem quer estudar, mas filmes como “Amor com Fetiche” e “Amizade Dolorida” podem dar um norte de como funciona a dinâmica hierárquica do BDSM.
 
Quer se aprofundar no tema? Veja os cursos que a Mistress Mahara oferece para você aprender a se tornar um (a) dominador(a), se empoderar e melhorar sua auto estima:

 

 
 
XXX
 
 
E aí, o que vocês acharam? Se identificam com o fetiche por sapatos, ou até, pela prática do BDSM?
 
Tem alguma dúvida? Comenta aqui que vamos responder tudo!